No dia 31 de outubro de 2015, um Airbus A321 da companhia aérea russa Metrojet decolou do aeroporto de Sharm el-Sheikh, no Egito, com destino a São Petersburgo. No entanto, apenas 23 minutos após a decolagem, o avião desapareceu do radar e caiu no deserto do Sinai, matando todos os 224 passageiros e tripulantes a bordo.

As primeiras hipóteses apontavam para um possível ataque terrorista, já que o Estado Islâmico afirmou ter abatido o avião em retaliação pela intervenção militar da Rússia na Síria. No entanto, as análises iniciais da caixa-preta indicaram falhas técnicas como a causa mais provável.

As investigações revelaram que o avião sofreu uma súbita despressurização e que o piloto tentou fazer um pouso de emergência após perceber problemas no sistema de controle de voo. No entanto, o avião se partiu em pleno ar e se espalhou em uma área ampla, o que indica que a queda foi causada por uma falha estrutural.

Em agosto de 2021, uma equipe de investigadores russos e egípcios divulgou um relatório preliminar que sugere que as peças usadas para reparar o avião após uma colisão em 2001 podem ter sido inadequadas e causado uma fadiga excessiva do metal na cauda do avião. Além disso, a falta de treinamento adequado dos técnicos encarregados da manutenção também foi apontada como um possível fator contribuinte.

No entanto, a questão da responsabilidade pelo acidente ainda é motivo de disputa. As famílias das vítimas estão movendo processos judiciais contra a companhia aérea e as autoridades egípcias por negligência e falhas na segurança do aeroporto de Sharm el-Sheikh. Por sua vez, a companhia aérea Metrojet nega qualquer responsabilidade e afirma que o avião passou por todas as inspeções necessárias antes do voo.

Independentemente da causa exata do acidente, o caso do voo Metrojet 9268 é um lembrete sombrio da importância da segurança aérea. A indústria da aviação tem a responsabilidade de garantir que seus aviões sejam seguros e confiáveis, e que não haja negligência ou descuido na manutenção e operação dos mesmos. Espera-se que as investigações em andamento revelem a verdadeira causa do acidente e ajudem a evitar futuras tragédias.